05 jan Como tratar a síndrome do túnel do carpo com fisioterapia?
Como tratar a síndrome do túnel do carpo com fisioterapia?
Uma sensação de formigamento, de dormência no antebraço e nos punhos. Muito comum em pessoas que realizam trabalhos manuais utilizando-se de movimentos repetitivos, a síndrome do túnel do carpo também pode estar relacionada a alterações hormonais. Por isso, talvez seja mais registrada nas mulheres entre 35 e 60 anos.
Mas antes mesmo de falar sobre os procedimentos fisioterapêuticos para tratar a síndrome do túnel do carpo é preciso entender o conceito do termo.
O que é síndrome do túnel do carpo?
Síndrome do túnel do carpo ou STC é uma neuropatia muito comum no membro superior (punhos e mãos). Consiste na compressão do nervo mediano, que passa pelo túnel do carpo. Dentro do túnel, estão o nervo mediano e os tendões dos flexores dos dedos, do antebraço até a mão.
Qualquer situação que aumente a pressão dentro do canal provoca compressão do nervo mediano e, consequentemente, a síndrome do túnel do carpo. Entre os principais sintomas estão a sensação de formigamento e dormência (parestesia) e nos casos mais graves, dificuldade para atividades diárias como segurar um copo, pregar um botão, enfiar uma linha na agulha ou até mesmo se vestir.

Eletrotermofototerapia
Uma opção é a eletrotermofototerapia – conjunto de técnicas de estimulação elétrica usadas para aliviar a dor, além de controlar a inflamação e atuar na cicatrização dos tecidos. Aqui incluem-se ultrassom, ondas curtas, laser e estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS). Cada uma dessas técnicas atua de forma diversa.
Ultrassom: na fisioterapia, é utilizado para produzir um movimento em ondas longitudinais na forma de vibração mecânica, aumentando o metabolismo e o fluxo sanguíneo. A técnica nutre e regenera os tecidos, contribuindo para a descompressão das terminações nervosas e redução da dor.
Ondas curtas: ondas elétricas de alta frequência que geram calor. Usadas de forma terapêutica, aquecem os tecidos, aumentando o fluxo sanguíneo e reduzindo dores e inflamações.
Laser: recurso fototerápico que gera analgesia e efeito anti-inflamatório, estimulando as células e modulando o tecido conjuntivo nos processos de regeneração e cicatrização. É comumente aplicado em lesões nos tendões, músculos e ligamentos, além de atuar na cicatrização de feridas abertas.
TENS: sigla para estimulação elétrica nervosa transcutânea, é usada para o alívio de dores em processos agudos ou crônicos, dores lombares, nevralgias, dores relacionadas à artrite etc. Um dispositivo elétrico controla a intensidade dos estímulos a serem aplicados. Enquanto isso, pequenos eletrodos grudados à pele fazem com que a corrente chegue aos músculos.
Tratamento fisioterapêutico
Entre as linhas de tratamento para o problema estão o procedimento cirúrgico, o clínico (medicamentoso) e o fisioterapêutico. Hoje, abordaremos este último.
Inicialmente, uma avaliação fisioterapêutica vai permitir traçar os objetivos a serem alcançados durante o tratamento e uma conduta específica de acordo com o tipo e gravidade da lesão.
Técnicas manuais
O uso de técnicas manuais de fisioterapia tem efeitos fisiológicos sobre a dor, com alívio dos sintomas, redução do edema nas fases crônicas e aguda e maior mobilidade dos tecidos em contratura.
A osteopatia – tratamento fisioterapêutico que visa a correção de disfunções e recuperação de lesões musculoesqueléticas e alterações orgânicas, podendo atuar no tratamento, minimizando o descoforto e as dores.
As manobras osteopáticas são feitas sobre os tecidos e envolvem articulações, músculos, fáscias, ligamentos, cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático.
Já a mobilização neural é uma técnica de terapia manual dirigida ao tecido neural. A finalidade é restaurar o movimento e a elasticidade desse tecido, além de promover o retorno às suas funções normais. Atua na raiz e no trajeto do nervo, melhorando a fisiologia neural. O resultado é a redução da dor. Geralmente, seu uso é associado a outras técnicas fisioterapêuticas.
Crioterapia
Grupo de técnicas e procedimentos fisioterapêuticos no qual são aplicadas baixas temperaturas no local afetado. Conhecida como ‘terapia do frio’, baseia-se em aplicações de gelo. Tem efeito analgésico, proporciona redução da transmissão neural, além de reduzir o espasmo muscular e consequentemente as dores.
Portanto, vários procedimentos fisioterapêuticos podem ser utilizados para o tratamento da síndrome do túnel do carpo – algumas associadas, outras não. Caso os sintomas não sejam normalizados, outras modalidades terapêuticas como a colocação de órteses para imobilizar o punho e o uso de anti-inflamatórios podem surtir efeito. Em último caso, a cirurgia é indicada.
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