27 out 5 tratamentos fisioterapêuticos que fazem toda a diferença na sua qualidade de vida
Há algum tempo a fisioterapia deixou de ser apenas um ‘tentáculo’ da medicina e começou a ganhar espaço na sociedade brasileira. A partir daí, uma série de tratamentos fisioterapêuticos passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas, com eficácia e eficiência comprovadas.
Mais do que resolver um problema emergencial de reabilitação, os tratamentos fisioterapêuticos ganharam um aliado a mais: a qualidade de vida. Se você é um atleta e lesionou um tendão, como se reabilitar adequadamente? Ou para você que se considera um atleta de fim de semana: distendeu um músculo? Como lidar e se prevenir contra uma nova distensão?
E ainda nos casos de quem passou anos sentindo dores nas costas ou nos pés, mas nunca tratou o problema da forma como deveria? Embora lesões nem sempre sejam detectadas, muitas vezes passamos décadas vivenciando dores e/ou ‘incômodos’ sem perceber que eles podem ser minimizados ou até mesmo eliminados com o auxílio da fisioterapia.
Pensando nisso, listamos abaixo 5 tratamentos fisioterapêuticos capazes de trazer de volta o bem-estar e a motivação para que as pessoas cheguem ao fim do dia sem relatar dores pelo corpo. Esses procedimentos podem fazer toda a diferença. Vamos a eles:
Cinesioterapia
A união de duas palavras gregas – kínesis, que significa ‘movimento’, e therapeia, que quer dizer ‘terapia’ – deu origem à cinesioterapia, ou seja, terapia do movimento.
Com a execução de determinados movimentos – ativos (que o próprio paciente faz) e passivos (que o paciente executa com a ajuda do fisioterapeuta) – é possível tocar em pontos nevrálgicos do corpo humano por meio de alongamentos, exercícios respiratórios e posturais que visam a coordenação motora, equilíbrio corporal e o alívio das dores.
Geralmente, a cinesioterapia é utilizada concomitantemente a outras técnicas fisioterapêuticas como eletrofototermoterapia e acupuntura.

Osteopatia
É o tratamento feito a partir da utilização de terapias manuais sobre articulações, músculos, tecido nervoso, vascular, linfático e ligamentos.
Na maioria das vezes, a osteopatia ou as manobras osteopáticas são muito eficazes na redução de dores na coluna vertebral (do nervo ciático, dorsalgia, escoliose, cervicalgia, hérnias discais e torcicolo).
O método também pode tratar dores nos ombros, tendinite, problemas da articulação temporomandibular, epicondilite, síndrome do túnel do carpo, entorse e contraturas musculares.
Em alguns casos, o fisioterapeuta também usa a osteopatia para tratar pacientes vítimas de acidentes de avião, quedas, fraturas ou cirurgias. Em outros, pode cuidar de casos como enxaquecas, dores de cabeça, labirintite, sinusite, tensão pré-menstrual, problemas digestórios, entre outros.
Liberação miofascial
Mio é músculo e fáscia é uma espécie de membrana formada por tecido conjuntivo, responsável por recobrir a fibra muscular, o músculo e a superfície do conjunto muscular. Essa membrana sustenta e protege os tecidos, impedindo que ocorra atrito entre os músculos.
A liberação miofascial é feita manualmente a partir da manipulação de tecidos em diferentes direções, seja por meio de deslizamento, de movimentos circulares e pressões, com uso de instrumentos – liberação miofascial instrumentalizada.
O tratamento pode tanto ser usado para relaxamento da musculatura e distensionamento das fáscias quanto para contraturas, dores musculares crônicas, fibromialgia, entre outros.
Também é eficaz em adeptos da musculação por promover o aumento da capacidade de expansão muscular (hipertrofia).
Enfim, os tratamentos fisioterapêuticos apresentados acima mostram que a fisioterapia tem como base não somente a reabilitação do paciente, mas também uma série de procedimentos que visam a prevenção contra lesões, a maior qualidade de vida e o bem-estar das pessoas. Em caso de necessidade, é sempre importante consultar um fisioterapeuta que irá indicar o tratamento mais adequado para seu caso.
Eletrofototermoterapia
Este procedimento envolve o uso de correntes elétricas ou calor que atuam tanto no tratamento de dores musculares agudas e crônicas, lombalgia, tendinite, otite e fibrose, como na recuperação da massa muscular, das funções dos nervos e na redução de processos inflamatórios.
Para aplicar a técnica, o fisioterapeuta utiliza um equipamento condutor de energia eletromagnética colocado diretamente na pele do paciente. Muitas vezes, a eletroterapia atua como um método complementar a outras técnicas fisoterapêuticas que visam a recuperação de lesões.
Entre as formas de aplicação da eletroterapia estão: neuroestimulação elétrica transcutânea (estimulação de nervos e músculos para a produção de endorfina), estimulação galvânica (aplicação de correntes alternadas, produzindo contração nos músculos), corrente interferencial (produzindo endorfina) e ultrassom (forte calor que alivia as dores).

Dry Needling
Uma agulha ‘finíssima’ como um fio de cabelo. Este é o dry needling ou agulhamento a seco, tratamento fisioterapêutico que tem como objetivo desativar as fibras musculares tensas e que, geralmente, provocam dor.
Entre os benefícios dessa técnica, estão a facilidade com que as agulhas são inseridas – e sem dor, o que é mais importante – e o grande alívio proporcionado segundos após a inserção da agulha, já que as agulhas penetram diretamente nos ‘pontos gatilho’, que, na maioria das vezes, estão mal irrigados de sangue e, por isso, apresentam nódulos enrijecidos.
Geralmente, o dry needling tem grande poder de eficácia em pessoas que se queixam de dores crônicas e/ou agudas, sendo um recurso utilizado também por atletas e jogadores de futebol que apresentam lesões.
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